Estava pensando no que escrever sobre a ironia, já que estou rodeada de pessoas beneficiadas por tal qualidade. E digo beneficiadas porque ser irônico é um grande dom. Não é para qualquer um. Poucos são habilitados para isso. A desgraça da situação é que o número de pessoas que entendem a ironia alheia é menor ainda. O que dificulta, já que a ironia precisa de dois tipos de ouvintes. Um que não entende nada e fica pensando o que exatamente o emissor quis dizer, e outro que entende tudo e serve para dizer para o que não entendeu nada o quão ignorante ele é.
As pessoas com quem ando na faculdade fazem parte do seleto grupo de sarcásticos existentes no mundo. Cursando Letras então, sairemos doutores em ironia. E eu me divirto. Se você, que almoçou no RU ou já sentou no Bar do Antônio com a gente, não se divertiu, foi porque não entendeu porra nenhuma da conversa. Ah, e pode se considerar um excluído por isso.
Ironia, segundo o dicionário, é uma expressão que significa o contrário do que se está pensando ou sentindo, zombaria, sarcasmo. Acho que não é tão difícil de compreender isso. Ou é? Ter de explicar a própria ironia é um saco, principalmente quando possui duplo sentido. Tudo bem, não dá para generalizar, mas algumas pessoas têm de se ligar mais. Não fica "vegetando", não seja apenas uma samambaia nas conversas do happy hour, você corre o risco de perder a próxima tirada sarcástica do seu amigo.
E quando uma ironia se faz presente? Como faço para identificá-la? Primeiro, não existe um regra de como reconhecer a ironia, ou você sabe do que estão falando ou não vai entender nada. Segundo, ela pode se manifestar em qualquer momento, por isso, fique atento. E para quê ela serve? Serve para curtir com a sua cara e de outras pessoas, ou para reclamar de algo, ou, ainda, para ofender alguém de forma sutil. E como faço para ser irônico? Você não sabe? Então não sou eu que vai lhe explicar. Já vi que você não foi agraciado por Deus. Que pena. Não que eu me importe.
PS.: Ah!! Eu não sou irônica. Nem um pouco. Juro.
sábado, 10 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Mergulhando de cabeça
Tragédias gregas, Barroco, Karl Marx, Past Continuous, Latim, entre outros, fazem parte da minha vida agora. Não estou reclamando e, sinceramente, ainda não deu tempo para me sentir totalmente entediada. Minha vida universitária acabou de começar e já perdi 3kg, apesar de almoçar quase sempre no RU. Devo muito essa minha falta de tédio às pessoas que ando na faculdade. Como disse a Thalita, temos o melhor grupo, com certeza. É incrível que com tão pouco tempo, um mês, já esteja tão afeiçoada aos meus colegas de curso. E, confesso, até a colegas de outros cursos, mas deixa isso para lá.
Ando sem inspiração ultimamente, e fica difícil vir aqui e escrever algo que preste. Ando desejando algo novo, que movimente minha vida. Algo que me inspire a escrever. Me sinto como um escritor em pleno bloqueio criativo. Mas isso vai passar. Assim espero.
Falando desse feriado de Páscoa, nada estou fazendo além de ler A Odisséia, de Homero, e textos para a aula de Literatura Brasileira. Chocolates não ganharei muitos, o que considero ser bom. Não quero engordar os 3kg que perdi. Mas, em compensação, acho que essa semana, chega meu laptop. Presente do meu pai, que, aliás, também cursou Letras. Estou ansiosa com isso. Também nessa semana, vai ser minha primeira apresentação na universidade. Estou um tanto nervosa porque nem ao menos sei o que vou falar, sendo que me apresentarei na terça-feira. Enfim, nada que não possa ser resolvido.
Ando sem inspiração ultimamente, e fica difícil vir aqui e escrever algo que preste. Ando desejando algo novo, que movimente minha vida. Algo que me inspire a escrever. Me sinto como um escritor em pleno bloqueio criativo. Mas isso vai passar. Assim espero.
Falando desse feriado de Páscoa, nada estou fazendo além de ler A Odisséia, de Homero, e textos para a aula de Literatura Brasileira. Chocolates não ganharei muitos, o que considero ser bom. Não quero engordar os 3kg que perdi. Mas, em compensação, acho que essa semana, chega meu laptop. Presente do meu pai, que, aliás, também cursou Letras. Estou ansiosa com isso. Também nessa semana, vai ser minha primeira apresentação na universidade. Estou um tanto nervosa porque nem ao menos sei o que vou falar, sendo que me apresentarei na terça-feira. Enfim, nada que não possa ser resolvido.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Enfim, o TROTE!
Minha segunda semana de UFRGS também foi boa. Não consegui ler o livro de Lingüística. Primeiro, porque terça foi o Coquetel dos Aprovados do Unificado. Foi bom reencontrar os professores e pessoas que eu não via há um bom tempo. Segundo, porque quarta-feira foi o temido TROTE. É, paguei meu vale. Invadiram a aula do Seben, mandaram a gente tirar um dos sapatos e nos amarraram. Fizemos elefantinho, ficamos repletos de tinta, andamos de joelhos, deitamos no chão, subimos uns nos outros, gritamos obscenidades, tive que dar uma dançadinha em cima de uma cadeira no meio de todo mundo, agüentar ser chamada de 69 e receber uma faixa escrito misstupra (pode rir, eu deixo), tivemos que pedir dinheiro, andei, com as gurias, pela Bento Gonçalves de pé descalço, quase fui atropelada, perdi o cinema com a Jé e a Manu, pegamos carona em ônibus, almoçamos no RU totalmente sujos (eu, a Thalita e o Lucas), pagamos a festinha no CV, não recebemos a cerveja de cortesia, apesar disso, bebemos, dançamos, conversamos bastante, tiramos fotos, enfim, um dia totalmente incomum. Cheguei em casa quase 19h, minha mãe levou um susto quando me viu. Ela só não ficou mais preocupada porque pensou que eu estava no cinema com as gurias, mas já estava ficando tarde em relação ao horário que eu deveria chegar em casa. Mais um pouco e ela ia atrás de mim no campus, ou ia chamar a polícia, sei lá. Me diverti muito e, no dia seguinte, estava podre, com o corpo todo doído e os dois joelhos roxos. Mas, valeu à pena.
Estou curtindo o curso e, principalmente, as pessoas.
Hoje, quando estava voltando para casa, me bateu uma profunda tristeza. Não me pergunte por que, nem eu sei. A verdade é que já estava um pouco estranha de manhã, mas só foi piorando à medida que eu me aproximava de casa. Por um momento me bateu uma insatisfação enorme, uma vontade imensa de chorar, mas, é óbvio, não chorei. Eu não sei explicar, só me irrita uma coisa: por que as coisas não acontecem sempre do jeito que a gente espera? Por que nunca podemos ser o personagem principal do filme? DAMN!
escrito em 22/03
Estou curtindo o curso e, principalmente, as pessoas.
Hoje, quando estava voltando para casa, me bateu uma profunda tristeza. Não me pergunte por que, nem eu sei. A verdade é que já estava um pouco estranha de manhã, mas só foi piorando à medida que eu me aproximava de casa. Por um momento me bateu uma insatisfação enorme, uma vontade imensa de chorar, mas, é óbvio, não chorei. Eu não sei explicar, só me irrita uma coisa: por que as coisas não acontecem sempre do jeito que a gente espera? Por que nunca podemos ser o personagem principal do filme? DAMN!
escrito em 22/03
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